domingo, 8 de setembro de 2013

Especial Mês da Bíblia - Introdução dos Livros da Bíblia

Números


O nome do livro dos Números provém das importantes listas de números e de nomes contidos nos seus primeiros capítulos. No mais, este livro é uma continuação normal do Exôdo.
O livro dos Números supõe que o povo hebreu já estava dividido em doze tribos ou clãs, e que elas viviam uma existência mais ou menos autônoma, apenas com uma vaga coesão por participarem das mesmas crenças, do mesmo culto, da mesma legislação e da fidelidade à mesma Aliança religiosa. As leis aí contidas se referem à permanência dos hebreus no deserto, mas foram retocadas e adaptadas à vida de comunidade desse mesmo povo.
A história dos hebreus no deserto não é, realmente, muito edificante. Formavam um povo de dura cerviz que reclamavam uma vida fácil, murmuravam contra Deus e chegaram mesmo ao ponto de contestar a legitimidade da autoridade de Moisés (12,2). Todavia, apesar de suas inconstâncias, o povo eleito permanece sempre o objeto de particular misericórdia e de benévola atenção da parte de Deus.
O fim do livro dos Números narra as lutas dos hebreus com as povoações vizinhas da Palestina que se opuseram à sua passagem no decorrer desta lenta imigração. Percebem-se nessas relações os perigos morais, aos quais os hebreus foram expostos: a pureza de sua religião tradicional sofreria graves ameaças.
Essas mesmas narrações explicam também como as instituições sociais e religiosas do povo eleito se baseavam na fé no Deus, com o qual tinham feito aliança.

Fonte: Bíblia Ave Maria

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Especial Mês da Bíblia - Introdução dos Livros da Bíblia

LEVÍTICO

Para os fiéis atuais, a maioria das prescrições rituais do culto mosaico apresentam apenas um interesse documentário.
Com efeito, os descendentes de Levi foram colocados a testa do culto em Israel: recrutavam-se entre eles os sacerdotes e os servidores do templo.
O Levítico é um manual redigido por eles, de acordo com usos já muito antigos. Esse manual passou por muitas transformações e recebeu adições depois da construção do templo de Salomão (10o. século A.C.).
Os antigos hebreus conheciam quatro espécies de sacrifício: os holocaustos, nos quais a vítima oferecia era totalmente consumida pelo fogo; as oblações, ou ofertas de frutos, de farinha e de outros produtos da agricultura e da criação que acompanhavam o holocausto cotidiano; o sacrifício pacífico, ou da ação de graças; e os sacrifícios de expiação, destinados a reparar os pecados e as faltas involuntárias contra as leis cerimoniais.
A importância das prescrições concernentes aos sacerdotes explica-se pelo fato de ocuparem as funções sacerdotais na vida dos hebreus um lugar da mais relevante importância. Essas funções foram confiadas exclusivamente aos membros de uma única tribo, a de Levi (donde o nome Levitas). Ainda no tempo de Jesus Cristo existia esta atribuição, embora menos exclusiva.
As muitas prescrições concernentes ao estado de "pureza legal" não admirarão àquele que compreende algo do respeito com que o povo hebreu - como aliás muitos outros povos da antiguidade - cercava tudo aquilo que, na vida cotidiana, podia ser encerrado numa relação particular com Deus ou com o seu culto.
Enfim, encontrar-se-á no Levítico um esboço de código civil e de leis morais que embora imperfeitas, testemunham como se tinha aperfeiçoado o sentido do povo eleito pela verdadeira moral.
Não será inútil observar que a lei de talião: "olho por olho e dente por dente" Lev 24,17-29 e Ex 21,24), abolida por Jesus Cristo (Mat 5,38-42), constitui a seu modo um verdadeiro progresso, se consideramos os costumes existentes então, segundo os quais costumavam, habitualmente, vingar sete vezes as injúrias e as injustiças recebidas.

Fonte: Bíblia Ave Maria

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Especial Mês da Bíblia - Introdução dos Livros da Bíblia

ÊXODO

A libertação do povo de Deus da servidão do Egito constituiu o assunto do Êxodo.
Os hebreus, estabelecidos no delta do Nilo, depois da morte de José, tiveram que suportar o jugo dos egípcios. Em toda a Bíblia o Egito torna-se-á o símbolo do adversário - tipo do povo eleito, o poder do terreno que procura contrariar os planos divinos.
Deus chama Moisés para uma grandiosa missão e revela-se a ele primeiro na sarça ardente. Moisés torna-se o chefe do povo oprimido e combate sob a guia divina contra os poderes do mundo.
A passagem do anjo que extermina os filhos dos egípcios, testemunha que o povo eleito, libertado, terá que viver, daí em diante, no temor de Deus e reconhecido ao seu grande Benfeitor. A primeira festa a Páscoa foi cruenta: foi uma figura da grande e solene Páscoa, durante a qual, pela imolação de Cristo, o Cordeiro de Deus, toda a humanidade, espiritualmente falando, foi libertada do jugo do pecado e do demônio.
Depois de ter libertado o seu povo, Deus o conduziu através das águas e através do deserto.
No monte Sinai, ele quis intervir solenemente e proclamar a Aliança com seu povo: "Se obedecerdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis, entre todos os povos, o meu povo todo particular... sereis uma nação consagrada." (Ex 19,5-6).
O Decálogo será a carta deste contrato, o Direito imposto por Deus ao seu povo libertado do Egito.
O Decálogo é seguido de um texto legislativo, fragmento antiquíssimo (Cap 20 a 23), primeiro esboço de uma legislação social e religiosa completada mais tarde, e de leis rituais (Cap 25 a 30) redigidas posteriormente.
Um sacrifício cruento (cap 14) formou a solene conclusão dessa aliança. Entretanto, o pacto apenas concluído foi violado.
O povo cede à antiga tentação de materializar o seu Deus para torná-lo visível, construindo um ídolo, como símbolo de sua força e de sua fecundidade. Este modo de manifestar ao ídolo o seu culto parece-lhe mais fácil do que adorar em espírito um Deus invisível. Deus irrita-se e castiga o seu povo, mas por fim mostra-se magnânimo. A Aliança é renovada: a fidelidade dos hebreus, tanto as prescrições culturais aos mandamentos do decálogo, deverá servir, para o futuro, de testemunho de seu reconhecimento para com os benefícios divinos.
O sinal visível do pacto entre Deus e o seu povo serão as tábuas da Lei, guardadas na arca da Aliança. Esta arca tem o valor simbólico do trono de Deus: ela testemunha que Deus habita no meio do seu povo, como penhor da fidelidade de sua promessas.

Fonte: Bíblia Ave Maria

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Especial Mês da Bíblia - Lembrancinhas

Olá irmãos! Mais uma lembrancinha linda para os pequenos.




Especial Mês da Bíblia - Bíblia para colorir

Oi Irmãos. Vocês precisam visitar o blog http://elrincondelasmmelli.blogspot.com.br/. Tem tanta coisa legal... separei algumas figura que vi lá para partilhar com vocês, mas dá uma passada lá para ver a riqueza de visuais.






segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Especial Mês da Bíblia - Lembrancinhas

Olá irmãos. Achei um encanto esta Bíblia para ser feita com as crianças neste mês dedicado a ela. Achei no site Canto do Melli. Faça um visita nele, vale muito a pena. Grande abraço.



Esta Bíblia,, podemos usá-la para escrever uma mensagem em suas folhas, convite, etc. Como sempre, as cores são por opção de cada um.
 

O que precisamos ...

 
Papelão: vermelho (cobre a Bíblia), amarelo (Espírito Santo).
Marcadores coloridos: amarelo vermelho, laranja, preto e azul. 
Tesoura, cola.
 

Como fazê-lo ...

 
1. Montamos moldes em cartolina colorida e recortada. As páginas da Bíblia a fotocópia ou imprimi-lo quantas vezes vamos precisar e nós cortar a borda.
2. Desenhe (conforme o caso), com marcadores coloridos cada peça (páginas da Bíblia, o Espírito Santo)
3. Nós batemos as páginas da Bíblia por cima, deixando espaço nas laterais e no fundo, para que possa ver (ver modelo terminado)
4. Se escrever algo, fazemo-lo antes de dobrar.
5. Fazemos cortes nas asas do Espírito Santo (ver modelo) e inseri-lo para cima.


Especial Mês da Bíblia - Introdução Particular aos livros da Bíblia

GÊNESIS

O livro Gênesis, ou livro das origens (é a palavra pela qual começa o texto sacro), contém tradições das mais remota antiguidade. utilizou-se seu redator de fontes de origem diversas, as quais, por vezes, apresentam algumas divergências. 
Não se trata de um verdadeiro livro de história (ao menos no sentido em que entendemos hoje história), nem tampouco um manual de história natural com a finalidade de expor as origens do mundo e da humanidade. O seu autor teve em vista apresentar um ensinamento religioso que determina as relações entre homem e o seu Criador. Divide-se em duas partes: as origens propriamente ditas (Cap. 1 a 11), e em seguida a história dos três grandes patriarcas do povo de Deus. Na primeira parte os três primeiros capítulos são de particular importância.
O ensinamento por mais imaginativo e popular que seja, e denso e profundo: Deus é o criador do mundo e é distinto do universo. O mundo é bom. A finalidade da criação é a paz de Deus, figurada no repouso do sétimo dia. O homem foi criado da terra, mas animado de um sopro de vida. Destina-se ele a viver na amizade com Deus, que lhe concedeu o dom da liberdade. Ora, a harmonia  primitiva da criatura foi destruída. O homem, seduzido pelo poder da mentira, expõe-se a desobedecer a Deus, na vã esperança de tornar-se igual a ele. Toma então consciência de si mesmo no sofrimento e na vergonha. Desta forma o pecado entrou no mundo. O homem foi excluído das delícias do paraíso. Foi-lhe contudo permitido alimentar a esperança de uma libertação, na qual podemos considerar o gérmen da doutrina de nossa redenção por Jesus Cristo. Depois da primeira queda, o homem, entregue a si mesmo, é dominado pelo pecado.   O primeiro crime é o da inveja. O mal generaliza-se numa corrupção que parece irremediável. Sobrevém o dilúvio.
Depois do dilúvio entre em vigor a primeira aliança entre Deus e os homens. A humanidade salva das águas deve demonstrar a sua fidelidade a Deus pela observância dos mandamentos divinos (Gen 9,1-7). A narração da torre de Babel e a confusão das línguas é a divina resposta à negligencia humana em observar as cláusulas da aliança. O homem quase que voltou ao caos primitivo.
A segunda parte do Gênesis (cap. 12 a 50) ensina, pela história dos patriarcas, como Deus colocou em Abraão os primeiros alicerces da verdadeira Aliança, não mais com a humanidade inteira, mas com um povo eleito, do qual Abraão seria o pai. Esta aliança será proclamada por Moisés 500 anos mais tarde.
Vamo-nos aproximando do ano 2000 A.C.Abraão, pagão de origem, guiado pro Deus, deixa a sua terra natal e vem estabelecer-se na Palestina. Aí ele recebe as promessas divinas: será o pai de um povo numeroso e abençoado. A Aliança consistirá na fidelidade que o povo saído de Abraão deverá guardar para com Deus. Como sinal dessa aliança, foi instituído o rito da circuncisão para sempre.
Doutro lado Abraão é chamado a testemunhar sua fé numa prova de excepcional importância: O sacrifício do filho único, no qual repousava a promessa divina. Abraão, depositário das promessas da aliança, viveu pela sua virtude sob um signo das bênçãos do Senhor e merecerá ser chamado o Pai dos crentes.
Isaac e Jacó aparecem em seguida. É principalmente neste último que se fixa a livre escolha de Deus. Jacó, homem cheio de defeitos, é entretanto o elo que levará as gerações futuras a bênção divina. Ele recebe um novo nome - Israel - e torna-se um homem novo.
Entre os seus filhos, José, apesar de suas vicissitudes, torna-se o titular da eleição e da bênção divina, que se realiza fora da lógica dos planos humanos.
A segunda parte do Gênesis propõe, portanto, um ensinamento relativo à missão do povo eleito. Este deve voltar ao seu Deus pela esperança de uma libertação futura, consoante a promessa divina e pela fidelidade aos seus mandamentos.

Fonte: Bíblia Ave Maria

domingo, 1 de setembro de 2013

Especial Mês da Bíblia - Setembro nos recorda a Bíblia


Assim, pois, com a leitura e o estudo dos Livros Sagrados, se propague e seja estimada a palavra do Senhor (II Tess 3,1), e o tesouro da Revelação confiado à Igreja cada vez mais tome conta dos corações dos homens. Assim como a vida da Igreja se desenvolve pela assídua participação no mistério eucarístico, assim é lícito esperar um novo impulso de vida espiritual de uma acrescida veneração pela palavra de Deus, que permanece eternamente (Is 40,8; I Ped 1,23-25).

Concílio Vaticano II - Dei Verbum
Revelação Divina