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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Necessário é que o bom Deus nos castigue

Quem poderia, meus irmãos, ouvir sem grande surpresa as palavras de nosso Salvador a seus discípulos antes de subir ao Céu, dizendo-lhes que a vida deles seria uma sucessão de lágrimas, de cruzes e padecimentos, enquanto as pessoas do mundo se abandonariam a uma alegria insensata e a risos frenéticos?
Isso não significa, diz-nos Santo Agostinho, que os homens do mundo, ou seja, os maus, não tenham também seus sofrimentos, pois as perturbações e os pesares são consequência de uma consciência criminosa, e um coração desregrado encontra seu suplicio em sua própria devassidão. (...)
Talvez, entretanto, penseis: "Não posso compreender que Deus nos aflija, Ele, que é a própria bondade e nos ama infinitamente". Perguntai-me também, então, se é possível que um bom pai castigue seu filho, ou um médico receite um remédio amargo a seus doentes. Julgais que seria mais acertado o pai deixar o filho viver na libertinagem, em vez de castigá-lo para mantê-lo no caminho da salvação e o conduzir ao Céu? Acreditais que agiria melhor o médico que deixasse o doente morrer, pelo receito de dar-lhe remédios amargos?
Oh! Como é cego quem faz tão errado raciocínio!
É necessário que o Bom Deus nos castigue, pois, do contrário, não seríamos do número dos seus filhos, já que o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz que o Céu será dado apenas àqueles que sofrem e combatem até a hora da morte. Julgais, porventura, meus irmãos, que Ele não diz a verdade? Pois bem, observai a vida dos Santos e o caminho que eles seguiram: quando pararam de sofrer, ele se julgam perdidos e abandonados por Deus.

São João Batista Vianney. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Corações Curados





Os problemas, as situações que enfrentamos machucam a gente, e então precisamos de cuidados. É como machucado, se não for cuidado, infecciona. Quanta gente infeccionada na alma, no coração, por causa das machucaduras que tiveram devido aos problemas pelos quais passaram no decorrer da vida.
Chega uma hora que a pessoa mistura o problema com o machucado, e não consegue mais enfrentar a situação em si. Fica abatida porque está ferida e espera o problema solucionar-se para então buscar a cura.
Entretanto, muitas vezes, o problema não depende de você, mas de outros. Pode ser muito doloroso o que vou dizer: Se seu marido ou esposa tem sido infiel, é claro que isso causa uma dor muito grande, você se fere e machuca.
Porém, não dá para esperar que esta pessoa deixe de ser infiel, de te trair, para você se curar e sair dessa situação, afinal isso não depende de você, depende da outra pessoa.
Deus também quer mudar essa pessoa, mas depende dela querer. Se ela não aceita e se fecha, se até foge de Deus, ela não é atingida. E como é você que tem o remédio para colocar na ferida, se não o faz, a cura não acontece.
E se for esperar o outro, você irá viver na angústia, vai tornar sua vida um desespero e cairá na frustração, na depressão, na revolta contra tudo e todos. Hoje o Senhor diz a você que existe o problema que nos machuca, nos esfola, e existe você, seu coração. Deus quer curar você para  que consiga enfrentar o problema.
Se você continuar machucado, não poderá colaborar com Deus na solução do problema que enfrenta. Pelo contrário, você se tornará apenas uma vítima dele. Sua cabeça e seus sentimentos “irão a mil”, e não conseguirá rezar e confiar como precisa. Por amor a você mesmo, deixe Deus separar a situação que você enfrenta e os seus machucados.
Deixa Ele curar você, tirá-lo dessa angústia e desse desespero, acalmar e devolver a paz que você precisa. Desta forma, poderá enfrentar, superar o problema, e assim, colaborar para a solução do mesmo!

Mons. Jonas Abib
www.cancaonova.com

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Deus nos proteja!


E a história se repete.

Na imagem temos a representação do martírio por degolamento de Santo Perfectus, padre e mártir em Córdoba na Espanha por Mouros no ano de 850 por não renunciar sua Fé.
O islã permanece praticamente o mesmo desde então, o que mudou foi que hoje eles tem armas automáticas, mas ainda apreciam muito o degolamento.
E não duvido que mesmo na idade média existiram aqueles que a principio disseram que os muçulmanos não os faria mal algum.

Conservadorismo e Verdade


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Dom Lucena é Nomeado Bispo de Nazaré da Mata



Nesta quarta feira (13 de julho) amanhecemos com a notícia da transferência de Dom Lucena. Ele deixa nossa diocese de Guarabira e já é o bispo nomeado da Diocese de Nazaré da Mata-PE.

Um bispo é transferido sempre que o Papa julga necessária a presença dele noutra diocese, assim como os padres são transferidos sempre que o bispo julga necessário para ele um novo pastoreio.

Como isso acontece?
O bispo é chamado a comparecer na presença do Núncio Apostólico (embaixador do Papa no Brasil) e o Núncio anuncia uma nova missão para o referido bispo; pede sigilo até o momento em que o Papa, lá em Roma, anuncie sua transferência no dia tal. Tendo sido anunciado em Roma, o Bispo pode se pronunciar. Isso significa que Dom Lucena já sabia de sua transferência há algum tempo, assim como os bispos do Regional Nordeste II e o atual administrador da Diocese de Nazaré da  Mata-PE, no entanto, precisaram guardar segredo.

Dom Lucena continuará em nossa diocese de Guarabira-PB até o dia 18/09/2016 e, na condição de Administrador Diocesano as suas funções continuará praticamente a mesma. Com a saída dele, o Papa anunciará se a Diocese de Guarabira vai receber um administrador Diocesano (outro bispo interino até a nomeação do novo bispo) ou os próprios padres escolhem entre si um administrador diocesano até a chegada do novo bispo.

A diocese de Guarabira já teve administrador diocesano durante a vacância (sem bispo) entre Dom Marcelo e Dom Antônio Muniz e já teve um Administrador Diocesano entre Dom Antônio Muniz e Dom Lucena. Certamente com a saída de Dom Lucena, a diocese terá um administrador Diocesano, haja visto a tranquilidade que permeia toda a diocese.

Pe. José Carlos de Góis, CRL


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Renúncia


Carta de Dom Aldo
Teve pedido de RENÚNCIA aceito pelo Papa Francisco
Carta aberta aos Irmãos Bispos do Regional NE 2 da CNBB, ao Clero e ao Povo de Deus da Igreja Particular da Paraíba.
Invocando o santo nome de Deus Uno e Trino, coloco-me sob a proteção da Imaculada Virgem Maria e, em espírito de oração, discernimento e obediência, apresentei ao Santo Padre, o Papa Francisco, o meu pedido de renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese da Paraíba. Cito sumariamente alguns fatores que me obrigam a tal atitude.
1. Ao longo de 12 anos, preposto ao governo pastoral desta Arquidiocese, tentei desenvolver a missão evangelizadora e pastoral que o Senhor me confiou junto ao Clero, aos cristãos fieis, às autoridades constitucionais e às lideranças institucionais, seguindo o lema: “Há um só Corpo e um só Espírito” (Ef 4, 4).
- Minha intenção sempre se voltou à promoção da comunhão na caridade, tentando participar de forma proativa na edificação da Igreja fraterna e solidária, e da construção da sociedade com inclusão e justiça social.
- Tentei doar o melhor de mim mesmo, não obstante as sérias limitações de saúde, ademais das repercussões no equilíbrio emocional, causadas pela constante necessidade de superar conflitos inevitáveis, advindos de reações ao meu modo de ser e de agir.
2. Tomei decisões enérgicas e inadiáveis em relação à reorganização da administração, finanças e recuperação do patrimônio da Arquidiocese, sempre em sintonia com o nosso ecônomo. Embora tenha sido exitoso, desinstalei e desagradei muita gente, por razões facilmente presumíveis.
- Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério. Cometi erros por confiar demais, numa ingênua misericórdia.
- Tomei posições assertivas diante de políticas públicas estruturais em vista do desenvolvimento integral de nossa gente e de nossa terra. Evitei “ficar em cima de muro”. Foi inevitável acolher reações e interpretações diferentes, independente de minha reta intenção de não me imiscuir na esfera político-partidária, e jamais almejar algum poder de ordem temporal.
3. Não tardaram retaliações internas e externas, ademais da instauração de um clima de desestabilização urdida por grupos de pressão, incluindo os que se denominaram “padres anônimos”, escudados no sigilo da fonte de informações, obtendo ampla cobertura num jornal. Matérias sobre a vida da Igreja da Paraíba, descritas em forma unilateral, distorcida, provocatória, foram periodicamente veiculadas, seguidas de comentários arbitrários por várias redes sociais.
- A exemplo, um blog divulgou carta difamatória, envolvendo o arcebispo e vários sacerdotes, arbitrariamente expostos ao escárnio público. As redes sociais encarregaram-se de espalhar comentários peregrinos e duvidosos. A presumida autora da carta responde em foro criminal.
4. A ideia obsessiva espalhada intenciona afirmar à fina força que o clero esteja dividido, que o governo da Arquidiocese esteja desestabilizado, e que, nesse contexto, o arcebispo perdeu a capacidade de coordenação e, por fim, não vale à pena ordenar padres numa igreja dividida.
5. Esse sucinto relato sobre fatos amplia-se em relatórios que eu enviei à Nunciatura Apostólica no Brasil e às demais instâncias da Santa Sé, como pedido de compreensão e ajuda, porquanto eu não tenha nada a esconder. Sabe-se que outro dossiê foi enviado às mesmas instâncias, por parte de membros do Clero e de leigos.
6. Por tanto tumulto, embora eu esteja sofrendo muito, permito-me afirmar que conservo a minha consciência em paz. Sempre estarei disposto a corrigir rumos, a reorientar passos, a confirmar êxitos alcançados, contando com a graça de Deus e também com a efetiva presença de bons padres, religiosos presbíteros e de bons leigos e leigas, qualificados como forças vivas de nossa amada Igreja Particular da Paraíba.
7. Auto-elogio e passividade não fazem parte do meu feitio. Deus sabe o que faz e o tempo é juiz da história. Minha nonna (avó) dizia: “quando alguém te caluniar e tentar destruir tua vida, tua resposta seja o silêncio e mais trabalho, não se rebaixando ao nível mesquinho do espírito da treva”.
8. Passo por duras provações, sentindo a frustração de alguns sonhos que, entanto, entrego nas mãos de Deus. Que a minha vida seja para a maior glória de Deus, não para a busca de mim mesmo e de outros interesses que não provenham do Senhor. Comigo sofrem muitas pessoas e comunidades. Todos esperam em Deus que tem saídas inesperadas para os impasses criados. Não há mal do qual Deus não tire um bem maior!
- Penso que eu não tenha o direito de provocar ou de prolongar sofrimentos ainda maiores, especialmente aos jovens que esperam servir a Deus na vida sacerdotal nesta Igreja da Paraíba que tanto nós todos amamos.
9. Creio que o melhor, pelo momento, para a Igreja Universal e para a Igreja Particular da Paraíba, seja a minha renúncia. Ante o desgaste enfrentado, sinto-me no dever de evitar comprometer a Unidade na Caridade, a expressão característica e essencial da Igreja de Jesus Cristo.
- Sinto-me fortalecido na fé, cultivando a espiritualidade eucarística e marial. O Senhor é meu Pastor. Ele não me faltará (Sl 23). Ele me dará forças, sustentar-me-á ao longo das provações, impulsionando-me a fazer o dom de mim mesmo para a continuidade da missão que Ele ainda me confia. Há muitos espaços e oportunidades. Estou disposto a buscá-los, pedindo a Deus que me mostre o lugar onde eu possa ser útil, a começar pela minha Congregação do Santíssimo Sacramento, que eu tanto amo.
10. Deixo registrado o meu pedido sincero de perdão às pessoas a quem eu tenha feito sofrer, voluntária ou involuntariamente. Cometi erros, acertei passos, estou disposto a caminhar com quem queira caminhar, construindo dias melhores para todos, superando o apego a cargos, títulos, privilégios.
- Peço perdão a Deus e perdôo os que me fizeram sofrer muito. Não há nada de oculto que um dia não venha a ser revelado e proclamado pelos tetos. Nem devemos temer quem mata o corpo, mas não o espírito (Lc 12, 1-4).
11. Passo, em obediência, o comando da Arquidiocese para um Irmão mais jovem, com forças, coragem e capacidade para tomar rumos acertados, mostrados pelo Pai de amor e misericórdia, o Senhor da vida!
- Sigo o exemplo de SS. o Papa Bento XVI, dando o espaço àquele que Deus enviar para o bem de sua Igreja.
12. Sirvo-me, pois, da 2ª Carta de Paulo aos Coríntios (2 Cor. 4, 1 ss) para expressar meus sentimentos e auspícios: “Detentores desse ministério, nós não perdemos a coragem. Dissemos não aos procedimentos secretos e vergonhosos. Conduzimo-nos sem duplicidade e não falsificamos a Palavra de Deus” (...) “Não é a nós mesmos, mas a Jesus Cristo Senhor que nós proclamamos. Mas este tesouro nós o guardamos em vasos de argila, para que o poder incomparável seja de Deus e não nosso. Pressionados de todos os lados, não somos esmagados; em impasses, nós conseguimos passar; perseguidos, mas não alcançados; prostrados por terra, mas não liquidados. Sem cessar trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja manifestada em nosso corpo”.
13. Oro e desejo de todo o meu coração que a Igreja Particular da Paraíba prospere na ação evangelizadora e pastoral, seja fecunda na promoção da unidade interna e das obras de apostolado externo, abençoado por Nosso Senhor e por Nossa Senhora das Neves, nossa padroeira.
- Que cresça sempre mais em qualidade e em número de cristãos fiéis, que dêem testemunho do Evangelho de Jesus, pela palavra e pelos exemplos de vida, vivida na unidade e no amor. Em tudo, amar e servir, unidos a Nosso Senhor, qual ramos à videira, para que se produzam muitos frutos (cf. Jo 15, 1s).
- Deixo o território material da Paraíba. Espiritualmente, porém, a pequenina gigante, a Paraíba, nunca sairá do meu coração, agradecido pelo muito que aprendi com o espírito guerreiro, hospitaleiro e amoroso de nossa gente.
- Deixo a todos e todas, além de minha constante prece, um forte abraço, um beijo no coração e as saudades jamais saciadas, na esperança de quando em vez voltar para visitar as mil amizades sinceras e fraternas, a quem agradeço e a quem eu quero bem de verdade.
João Pessoa (PB), 6 de julho de 2016
+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Emérito da Paraíba

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Como é?????

Padres pedem mudança no documento do Sínodo.



Os bispos reunidos no Sínodo pediram mudanças sérias no documento de trabalho do Sínodo da Família, no Vaticano. Os padres ficaram perplexos com a publicação, pois o documento não expressa a opinião única dos mesmos.

Isso é um prato cheio para a imprensa que costuma distorcer o que o nosso querido Papa fala. Dando um trabalho enorme para os porta-vozes do Vaticano, onde têm que desmentir ou amenizar as polêmicas feitas pelo Papa.

Vejamos alguns itens:

- Um grupo lamentou a péssima tradução no documento e a ausência da saudação a todas as famílias cristãs que vivem a fidelidade e o testemunho do Evangelho.

- Outro grupo advertiu a falta da mensagem positiva do Evangelho, provavelmente por ser a preocupação pastoral da conferência no mundo atual, acreditando que seja indispensável insistir sobre elementos doutrinários básicos, evitando magistério paralelo.

- Faltou dar ênfase a termos importantes como o aborto, o amplo fenômeno da adoção e homossexualidade.

- Se pediu mais atenção aos divorciados que não voltaram a se casar. Chamados de heróis da fidelidade ao matrimonio.

- Reinteraram a “impossibilidade” de equiparar as uniões homossexuais ao matrimonio entre homem e mulher. O acompanhamento pastoral a pessoas com tendências homossexual protegendo sua dignidade humana, sem que pareça uma aprovação da Igreja a sua orientação sexual.

- Houve duas posturas sobre a comunhão para casais de segunda união: A primeira: Não se deve modificar a doutrina. A segunda: Abrir a possibilidade de conceder a comunhão, mas se cumpridas umas condições determinadas. Ademais se pediu um aprofundamento no conceito de “comunhão espiritual” para que seja promovido e difundido.

Enfim, os bispos afirmaram que a Igreja seja uma casa de acolhida. Entretanto, pediram mais clareza no texto para evitar confusões, vacilações e eufemismos na linguagem .

E viva os conservadores!!


Luciana Dias 

Fonte: Aci Digital

domingo, 5 de outubro de 2014

O Homem Cristão

Meus irmãos. Pedi a um colega catequista da nossa paróquia, para escrever um artigo para o blog: O Homem Cristão.
Ele escreveu, mas pediu encarecidamente que não divulgasse o seu nome. Respeitando seu desejo, vou deixar um pseudônimo. 
Abraços e boa leitura!

Luciana Dias



O Homem Cristão
2ª Leitura do 27º Domingo do Tempo Comum, em 05 de outubro de 2014.
6Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. 7E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus. 8Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. 9Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e ouvistes. Assim, o Deus da paz estará convosco” (Fl 4, 6-9).

            Para que discorramos sobre este tema, é necessário que você, caro leitor, não deixe de percorrer este texto em sua integra, desejando ardentemente ruminá-lo e não apenas lê-lo. É para orarmos e não apenas para lermos. Se apenas o fores ler, provavelmente não encontrarás sentido, significado ou compreensão. Se procurares rezar com estas meras palavras, acredito que possa ser apenas o início, uma inquietação, algo que não sabemos onde a graça de Deus poderá nos levar.
Se aceitas a proposta, prepara-te para o mergulho. Peço-vos isto não pela qualidade do que está escrito, mas pelo o que a graça de Deus em sua infinita misericórdia pode ser capaz de nos revelar por meio dessas frases e orações limitadas em seu contexto e, mais ainda pela capacidade de seu escritor, em alcançar seu objetivo apenas por meio de palavras, mas que deseja que essas possam ser digeridas e meditadas como oração. Se aceitas, peça ao Espírito Santo que o guie nessa jornada segundo os seus designíos. Iniciemos orando:
- Senhor Jesus Cristo, é diante de tua presença que eu desejo está. Diante de Ti,  que me conheces inteiramente, das minha limitações ás potencialidades que ainda nem imagino possuir, envia-me Senhor Jesus, nesse momento, o teu divino Espírito Santo, para que possas afastar de mim, tudo aquilo que me separa da Tua vontade, que me separa daquilo que Tu tens para mim. Vem Espírito Santo e conduza-me conforme a Tua vontade. Amém!
           
Antes de iniciarmos nosso tema propriamente, é interessante que tenhamos conhecimento sobre o significado de cada termo que compõem esta proposta. Homem, de acordo com o dicionário Aurélio, é um mamífero primata, bípede, com capacidade de fala, e que constitui o gênero humano. Já o termo cristão, se refere a aquele que professa a religião de Cristo.
Para Deus, o homem não é apenas um animal, não se diferencia dos outros animais apenas pela sua capacidade de acumular conhecimentos e de poder transmiti-los através de um conjunto de métodos aos quais chamamos de cultura. Para Deus, o homem é sua imagem e semelhança (Gn 1, 26).
O cristão, tal como mencionado pelo dicionário Aurélio, é aquele que professa, ou seja, que confessa, que reconhece publicamente a religião de Cristo. Então, qual é a religião de Cristo? Qual o seu grande mandamento?
“Eu dou a vocês um mandamento novo: amem-se uns aos outros. Assim como eu Amei vocês, vocês devem se amar uns aos outros. Se vocês tiverem amor uns para com os outros todos reconhecerão que vocês são meus discípulos” (Jo 13, 34-35).
Aquele que professa que Jesus Cristo é o seu Senhor, coloca-se como servo e, assim sendo, atende a seu pedido que é dirigido a todo batizado: “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28,19).
Para sermos capazes de atender a este pedido, é necessário compreendermos o amor salvífico de Deus para conosco, “pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que Nele acredita não morra, mas tenha vida eterna” (Jo 3, 16).
Primeiramente devemos acolher esta verdade em nossos corações. Feche seus olhos e repita: “Deus me ama!” - repita e acolha essa verdade em seu coração – “Deus me ama, sou amado!”
Amar é cuidar, é ter zelo, é doar-se em favor de outro mesmo quando o outro não reconhece esse amor. Assim é que Deus nos ama. Um amor eterno. Mesmo quando nos afastamos dele, “mesmo se formos infiéis, Ele permanece fiel, pois não pode renegar-se a si mesmo” (2 Tm 2, 13).
Deus me ama ao extremo, a ponto de entregar seu Filho para que eu tenha direito a uma vida eterna. Deus me ama, por isso me fez a sua imagem e semelhança. Repita e acolha essa verdade em seu coração: “Sou imagem e semelhança de Deus”.
Por reconhecimento deste amor, atendemos ao pedido de Jesus e, por amor a Ele, por sua misericórdia, pelo poder do seu Espírito, somos chamados da seguinte forma: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perde sua vida por causa de mim, esse a salvará” (Lc 9, 23-24).
Renunciar a nós mesmos, deixar de fazer a nossa vontade para fazermos a vontade do Pai, carregar a nossa Cruz a cada dia – assumirmos o nosso compromisso de sermos cristão, se nos comportarmos como tal, podemos segui-Lo.
Este apelo de Deus se estende à todos. Todos, sem exceção, são chamados, pois “Se o injusto se arrepende de todos os erros que praticou e passa a guardar os meus estatutos e a praticar o direito e a justiça, então ele permanecerá vivo, não morrerá... O que eu quero é que ele se converta dos seus maus caminhos, e viva” (Ez 18, 21. 23); “pois eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim para fazer a vontade Daquele que me enviou. E a vontade Daquele que me enviou é esta: que eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia” (Jo 6, 38-39).
O homem cristão, a mulher cristã, todos somos chamados a sermos seguidores, anunciadores, a cumprir nossa missão, pois “anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!” (I Cor 9,16).
Seguir a Cristo, ser cristão..., parece ser meio exigente, mas não parece, é muito exigente! Exigente demais! Ao todo, pois é assim que Deus nos quer, por inteiro. Livres, mas por inteiro, para que assim possamos dar um novo sentido às nossas vidas, pois Ele nos diz: “Derramarei sobre vocês uma água pura, e vocês ficarão purificados. Vou purificar vocês de todas as imundices e de todos os seus ídolos. Darei para vocês um coração novo, e colocarei um espírito novo dentro de vocês. Tirarei de vocês o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne” (Ez 36, 25-26).
Este é o grande prêmio a ser alcançado, um coração novo, restaurado, repleto de paz, da verdadeira paz que só pode ser encontrada em Deus, pois só Ele pode nos preencher por completo. Todos nós trazemos, intrinsicamente, um desejo de eternidade e quando não o preenchemos em Deus, procuramos preenche-lo com as migalhas que o mundo nos oferece, daí surgem os vícios de toda sorte e quanto mais nos entregamos à eles, maior é o nosso vazio, nossa tristeza, decepção, desencantamento até com a nossa própria vida. Por isso, muitos não a suportam e a vivem de modo como se procurassem a morte e muitos recorrem a esta como a sua última alternativa para a busca de paz, por isso, praticam suicídio em vida, e muitas vezes, o praticam quando ainda vivos, vivem como se já estivessem mortos. Vemos os casos, lemos as notícias e não entendemos o porquê de tal atitude, tinham de tudo, tudo que muitos lutam para conseguir e por uma vida inteira não almejam e eles, por que fizeram isso? Tinham tudo e descobriram que seu tudo não significa nada, pois são passageiros, transitórios, ilusórios, aprisionantes.
Decepcionados, desiludidos, se nunca lhe mostraram Deus, onde encontrar paz, onde encontrar algo que lhes possa dar ânimo, sentido a suas vidas fatigadas?
Ser um ‘Homem Cristão’, é lembrar-se, tal como Santa Teresa de Ávila: só Deus basta! Por isso, o ‘Homem Cristão, é chamado a não inquietar-se com nada, este sabe que tudo passa, que tudo em nossa vida é passageiro, por mais que dure 1, 5, 10, 20, 50, 100 anos, ainda é um tempo muito curto diante da eternidade que nos aguarda. Tudo passa, só Deus fica, só Ele permanece, só Ele pode nos dar uma vida nova, uma vida eterna, uma vida que supera todo o tempo presente, como nos lembra São Paulo em sua carta aos Romanos (8, 18): “Penso que os sofrimentos do momento presente não se comparam com a glória futura que deverá ser revelada a nós”.
Por isso, o ‘Homem Cristão’ é aquele que acredita em Deus, que Lhe entrega todas as suas necessidades, é aquele que se põe a serviço, pois ouviu o seu ensinamento; “Pois bem: eu, que sou o Mestre e o Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros” (Jo 13, 14); por isso, não mede esforços para evangelizar, pois sabe em quem colocou sua esperança. A sua paz e alegria estão no Senhor. Compreende que sua vida, mesmo estando a serviço, é um tempo muito curto. Há muito a se fazer em prol do Reino de Deus. Assim, o cristão deve ocupar-se apenas das coisas que possam ajuda-lo em sua caminhada, alimentada e fortalecida pela certeza do cumprimento da palavra de Jesus: “Se alguém me ama, guarda a minha palavra, e meu Pai o amará. Eu e meu Pai viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14, 23).
Por isso repito, ser cristão é reconhecer-se como imagem e semelhança de Deus, é entendermos que somos amados, queridos, desejados, que somos parte dos sonhos de Deus. Repita: - Deus me ama! Deus me ama e me fez a sua imagem e semelhança. Deus me ama, por isso doou-se por mim. Deus me ama! Sou amado!
Amor só se responde com amor, por isso, devemos cumprir o seu mandamento, amarmos uns aos outros. É impossível encontrar-se com Deus e não mudarmos nossos caminhos. É impossível encontrar-se com Deus e não querer que outros também o encontrem.
Deixo a cada um de nós um questionamento, uma autoavaliação. Reconheço o amor de Deus por mim? Tenho sido imagem e semelhança de Deus? Em que atitudes e comportamentos eu tenho sido o oposto da vontade de Deus? Se não reconheço a semelhança de Deus em minhas atitudes, o que devo fazer?

Termino aqui com o que espero que seja o início de um novo diálogo, de uma abertura a graça de Deus, fazendo ainda, se me permitem, uma adaptação, digo-vos isto: 12Não que eu já tenha conquistado o prêmio ou que já tenha alcançado à perfeição; apenas continuo correndo para conquista-lo, porque eu também fui conquistado (quero desejar ser conquistado) por Jesus Cristo. 13 Irmãos, não acho que eu já tenha alcançado o prêmio, mas uma coisa eu faço: esqueço-me (quero desejar esquecer) do que fica para trás e avanço (quero, que pela misericórdia e pelo poder do Espírito Santo de Deus, eu possa avançar) para o que está na frente.14 Lanço-me em direção a meta, em vista do prêmio alto, que Deus nos chama a receber em Jesus Cristo”.

Que Deus nos conceda a graça do acolhimento. Fiquemos em paz e que Deus nos abençoe, amém.

MS Bananeiras 

Bananeiras, 05 de outubro de 2014.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Cultura???? Vôte...

Desculpem as fotos, mas não tinha coisa melhor.

Há quem diga que o FUNK é cultura. Respeito! Mas me mostrem quais são as palavras que rimam com: piranha, bomba e tiro?

Não tenho o menor preconceito contra o ritmo em si, mas sim com as letras e comportamentos, que levam a promiscuidade, imoralidades, violência, sexo desenfreado, gravidez na adolescência, desânimo para os estudos, agressividade, mortalidade precoce...(tem mais adjetivos viu!) não só aos nossos jovens, mas também nossas crianças.

Já se sabe que a educação do Brasil é precária, mas vendo isso abertamente o os cristãos não se levantarem para combater esse tipo de cultura é omissão e covardia. E muitos católicos fazem o papel do “politicamente correto” para ficar bem na fita e não agredir a um ou a outro preferem se calar a ser chamado de “moralista, retrógrado, ultrapassado e cheio de tradições”, só que na verdade estão indo contra tudo o que Cristo e a Igreja no ensina.

As fotos já dizem por si só. (foram gentilmente cedidas pela net)

Luciana Dias

Essas duas fotos foram tiradas dentro de uma sala de aula!






Crianças????!!!!!




Como dizemos aqui na Paraíba: "Mulher macho, sim, Senhor"!

Aos invejosos de plantão...



ESTÁS COM INVEJA PORQUE ESTOU SENDO BOM?
(Mt 20, 15b)

Em tempos de FACEBOOK, o melhor conceito de inveja para mim é: NÃO TENHO INVEJA DO OUTRO POR EU NÃO TER AQUILO QUE ELE TEM, MAS TENHO INVEJA PORQUE ELE TEM O QUE EU TAMBÉM TENHO.
Imaginar que a inveja é desejar ter o que o outro tem, é errado, isso na verdade é a cobiça também catalogada na Bíblia como pecado.
A inveja nada mais é do que um sentimento de desgosto ocasionado pela felicidade do outro.
Em outras palavras, a inveja é a tremenda raiva que a pessoa desenvolve porque o outro está bem, está feliz.

Existe uma fina distinção entre a inveja e a cobiça. “A pessoa cobiçosa quer possuir os bens do vizinho, enquanto que a pessoa invejosa lamenta esses bens. Ela fica triste por causa de prosperidade do vizinho” (W.F. May).
A inveja se desenvolve geralmente entre pessoas que possuem o mesmo nível de vida, a mesma profissão, os mesmos relacionamentos, frequentam os mesmos ambientes. 
Vou dar um exemplo prático: sou catequista e não tenho inveja de alguém que canta nas missas, porque estamos em serviços diferentes, mas se eu fosse cantora certamente teria por não ter as mesmas capacidades e os méritos que o outro tem.

Conseguimos guardar a inveja e muito bem. Olavo de Carvalho na crônica ‘Dialética da Inveja’ diz: “A gente confessa ódio, humilhação, medo, ciúme, tristeza, cobiça. Inveja, nunca. A inveja admitida se anularia no ato, transmutando-se em competição franca ou em desistência resignada. A inveja é o único sentimento que se alimenta de sua própria ocultação”.
A confissão deve ser o primeiro passo. Confessar a Deus que nutre inveja por tal e tal pessoa, que não suporta ver esse alguém sendo melhor, que tem raiva quando alguém recebe um elogio e eu não.
E pensemos com o coração de Deus. Todos nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus, portanto, todos nós fomos criados com valores e virtudes e existe espaço para todos nós no mundo. O sol é para todos.
O apóstolo Paulo nos exorta e desafia na sua carta aos Romanos. Ele diz: “Amai-vos cordialmente, uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”. “Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos”.
Ser católico é isso. Ou seguimos retamente aquilo que Deus nos deixou, ou muita gente ainda via morrer de INVEJA.
Luciana Dias
Visuais: Nani Humor

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sal da Terra e Luz do Mundo

 
Que pena ver todos os dias pessoas que vivem obscuras e perdidas nas próprias trevas, deixando-se vencer pela escuridão, imaginando ter encontrado a luz. No dia a dia, se misturam luzes e trevas, ambos confundem-se. Os bons costumes, o respeito, o carinho a atenção, a honra, a dignidade, tudo isso aparece misturado com falta de respeito, de pudor, de libertinagem, de falsidade, de negação dos verdadeiros valores.

Lamentavelmente os mais variados meios de comunicação têm se pautado por uma enxurrada de comportamentos escandalosos levando nossa juventude para o relaxamento e a degradação humana e religiosa. Convence muito mais uma cena, uma palavra, um gesto de alguém na telinha, ou de um amigo no Facebook, do que uma vida de doação e exemplos.

Devo reconhecer que também existem pessoas iluminadas que se destacam em qualquer lugar que chegam. O olhar alegre, atitudes que encantam, palavras que tocam fundo, em todo momento tem a palavra certa para a pessoa certa.

São pessoas que tratam todos com o mesmo respeito, que têm um coração aberto e acolhedor sempre, que buscam o bem do outro antes do próprio. Pessoas iluminadas por valores humanos e cristãos, que nunca se deixam vencer pela atração da moda, do consumo, do ódio, da vingança, das coisas efêmeras do cotidiano. Como precisamos destas pessoas que não só tem luz própria, mas que buscam a fonte da verdadeira Luz!

O mundo está carente de pessoas que brilham e iluminam, pelo seu ser e estar no mundo. Poderia dizer que o mundo está gritando de fome e sede de anjos, não no céu, mas aqui na terra. Anjos de carne e osso, transmitindo otimismo, garra, entusiasmo, gosto de viver, amor e atenção, sem medo de enfrentar os desafios que o maligno semeia dia e noite no coração, principalmente dos jovens.

Existem estes anjos, talvez o que falta é enxergar, reconhecer esses exemplos. Como seria diferente se tivéssemos a coragem de imitá-los. Tenho a certeza que o mundo seria melhor. É mais fácil imitar as futilidades, seguir a correnteza dos maus costumes, do modismo sem controle, do liberalismo, do "tanto faz como tanto fez".

Lamentavelmente as maiores vítimas são os jovens e adolescentes, quando não crianças de colo.

Que tristeza ver crianças e adolescentes mandando nos pais. Pais que perderam toda a autoridade diante dos filhos. Filhos matando os pais e pais sem saber o que fazer com os filhos. Já passou a hora de acordar e verificar quais valores estamos transmitindo desde o ventre materno.

Que exemplos estão sendo dados aos filhos, netos, sobrinhos desde a infância. O que estamos fazendo para a formação do caráter, do sentido de viver em sociedade? É preciso verificar o quanto antes o que contribui com a internalização dos verdadeiros valores e não com o que contribui na formação de adultos vazios, sem personalidade, sem pudor, sem sentimento, sem perder a dimensão sobrenatural da vida.

Obrigado Senhor, por ter colocado na minha vida tantas pessoas iluminadas, de têmpera firme, de personalidade decidida, de educação invejável, de fé inquebrantável. Afastai de mim os tolos, os falsos, os mau humorados, os aproveitadores, os donos da verdade. Peço a Tua luz Senhor, para que jamais deixe de iluminar a todos que encontrar pelo caminho da vida. Uma abençoada e iluminada semana para você e sua família!

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá (PR)

sábado, 14 de dezembro de 2013

ATENÇÃO CATEQUISTAS!!!! MUITA ATENÇÃO!!!

Queridos irmãos!


A semana passada tivemos o nosso retiro em preparação para a primeira comunhão de 21 crianças da nossa paróquia. Retiro lindo, animado, participativo, orante...
Recebemos a visita do nosso pároco Pe. Pedro para uma conversa informal com as crianças. Ele deixou que as crianças falassem sobre a catequese, suas vidas (em casa e na escola...) e incentivou-as para que fizessem algumas perguntas para ele.

Foi quando nos deparamos: como a televisão e a mídia (claro que depende o que você vê na TV) é algo preocupante para nossas famílias e principalmente as crianças. 

Não vou dizer aqui o que as crianças perguntaram, mas no contexto geral da conversa o assunto foi - "casamento gay".

Gente!!! As crianças só tem 10 anos, no máximo!!!
Sorte que temos um padre bastante sensato e catequistas preparados.

Pensando na possibilidade de outros catequistas passarem pela mesma situação e na hora não souberem responder, indico esta matéria aqui sobre este assunto, que inclusive nos interessa bastante e que devemos assumir nossa responsabilidade como cristãos.


CLIQUE AQUI!



sábado, 9 de novembro de 2013

Vaticano adverte!

Medjugorje não pode ser assumida como verdadeira.


O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Müller, advertiu que as supostas aparições da Virgem Maria aos videntes de Medjugorje não podem ser assumidas como verdadeiras.
Ante a proximidade de uma série de eventos nos Estados Unidos com a participação Ivan Dragicevic, suposto vidente do Medjugorje, Dom Müller recalcou aos Bispos deste país que a posição da Igreja é que “não é possível estabelecer que houve aparições ou revelações sobrenaturais”.
Através de uma carta enviada ao Secretário Geral da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos, Dom Ronny Jenkins, o Núncio Apostólico nesse país, o Arcebispo Carlo Maria Viganò, a pedido de Dom Müller, indicou que “um dos assim chamados videntes do Medjugorje, o Sr. Ivan Dragicevic, estará presente em eventos em paróquias ao redor do país” nas que, conforme avisado, “o Sr. Dragicevic estará recebendo ‘aparições’”.
Com o objetivo de “evitar escândalo e confusão”, Dom Viganò recordou aos Bispos que “os clérigos e os fiéis não estão permitidos a participar de reuniões, conferências ou celebrações públicas durante as quais a credibilidade de tais ‘aparições’ seja finalmente afirmada”.
“O Arcebispo Müller pede que os Bispos sejam informados sobre este tema o antes possível”, escreveu o Núncio.
ACI Digital confirmou que a carta do Núncio Apostólico foi recebida nas dioceses dos Estados Unidos.
Na Carta, Dom Viganò assinalou aos Bispos americanos: “como vocês sabem bem, a Congregação para a Doutrina da Fé está no processo de investigar certos aspectos doutrinais e disciplinares do fenômeno de Medjugorje. Por esta razão, a Congregação afirmou que, a respeito da credibilidade da ‘aparição’ em questão, todos devem aceitar a declaração, com data 10 de abril de 1991, dos Bispos da Ex-república da Iugoslávia, que afirma: ‘sobre a bases da investigação realizada, não é possível estabelecer que houve aparições ou revelações sobrenaturais’”.
A história destas aparições, não reconhecidas oficialmente pela Igreja Católica, começou em 1981 no povoado de Medjugorje, na atual Bósnia Herzegovina (parte da antiga Iugoslávia), onde seis meninos disseram ter visto a Virgem Maria. O então sacerdote Tomislav Vlasic, hoje retirado do estado clerical, apresentou-se como o diretor espiritual dos “videntes” e assinalou que a Virgem os visitou 40 mil vezes nos últimos 28 anos.
Embora as aparições não contam com o reconhecimento oficial da Igreja Católica, milhares de fiéis peregrinam anualmente ao lugar, onde inclusive foi construído um templo.
Em março de 2010 a Igreja criou uma comissão internacional de investigação sobre Medjugorje, sujeita à Congregação para a Doutrina da Fé, composta por cardeais, bispos, peritos e experts, que trabalha de maneira reservada no caso.
Fonte: Aci Digital

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A moral e a ética cristã


Os Conceitos

Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Já a palavra Éticaé o domínio da Filosofia que procura determinar a finalidade da vida humana e os meios de alterá-la. Ética significa, etimologicamente, “costume, conjunto de atos que uma comunidade ou uma pessoa realizam porque os consideram válidos”. Num sentido mais específico, a Ética é uma disciplina filosófica que compreende todas as questões relativas às idéias morais e às normas de conduta humanas.

A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Enfim, Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam "respeitar e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apóia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade. 

- Imoral = o que é contrário à moral. Ex: a nudez do índio não é imoral, por causa do costume indígena, por causa da cultura.
- Moral cristã = costumes religiosos.
- Ética = costumes indicados pela razão humana ou valores descobertos pela razão humana.
Ex: o aborto = objeção da consciência. É capitulado em lei, mas é contra a moral cristã. É legal, porém é imoral.


Portanto, nem tudo o que é legal, é ÉTICO, é MORAL.
Quando falamos de moral, de ética, falamos de valores.
  
A Moral e a Ética Cristã
       O que são valores? à Valor é um conjunto de qualidades que determina o mérito e a importância de um ser referente ao binômio BEM e MAL. Por exemplo: Caráter, Honra, Fidelidade, Idoneidade. Ex: Se quero fazer um contrato, procuro uma pessoa honesta. Se quero casar, procuro uma pessoa que seja fiel, que telha caráter. Nós nascemos com valores, com razão independentes do credo, religião, porque todos nós nascemos com uma lei eterna que sempre diz "Faça o bem e evite o mal" - este é o princípio da ética. E nós sabemos quando agimos corretamente porque essa lei está dentro de cada um de nós na faculdade que se chama CONSCIÊNCIA.
Se a Ética representa o costume ou conjunto de atos que uma comunidade ou uma pessoa realizam porque os consideram válidos, então a Ética Cristã responderá pelos costumes ou conjunto de atos praticados pelos cristãos. E se alguém se preocupa com os bons costumes, os cristãos deverão encontrar-se na primeira linha de ataque. Ataque àquilo que é mau e contrário aos costumes dos cristãos mais antigos. A palavra “ethos” aparece 12 vezes no Novo Testamento (Lucas 1:9; 2:42; 22:39; João 19:40; Atos 6:14; 15:1; 16:21; 21:21; 25:16: 26:3; 28:17; Hebreus 10:25) e significa estilo de vida, conduta, costume ou práticas. O plural “ethe” aparece em I Coríntios 15,33 quando se diz que “as más conversações corrompem os bons costumes”.
O cristão não vive de tradições!! Apóia-se na Bíblia, que é a sua regra de fé, busca a direção de Deus para a sua vida através da oração e comunhão com o Criador. A Bíblia é o Livro do Deus vivo e conseqüentemente um Livro vivo. Os seus textos, aparentemente conservadores, encerram mensagens vivas e atuais para a nossa vida. Há, porém, um aspecto que não se deve perder de vista; a maneira simples e piedosa de aceitação do Evangelho, o modo de proceder em cada situação e outras qualidades que foram transitando através dos tempos entre os filhos de Deus. São esses costumes que constituem a Ética Cristã. Se há costumes respeitados pelos cristãos que vêm desde épocas distantes, não há razão para serem postos de lado agora. Sim, se os cristãos do passado eram abençoados procedendo de certa maneira, devemos continuar com esses bons costumes nos dias de hoje.

Não podemos ser “pescadores de aquário”, como diz o bispo de Friburgo Dom Rafael Cifuentes. Eu preciso ser exemplo (“Sal da terra e luz do mundo”) perante minha família, meu ministério, minha Igreja sempre, em todo o lugar e a toda a hora!!! O que adianta eu ser uma pessoa na igreja, nos encontros e eventos e outra totalmente diferente com a minha namorada, com meus amigos... Mascarado não dá mais pra viver! Temos que fazer nossas escolhas, sair de cima dos muros da indecisão (Ap 3, 15-16)

Deus não quer homens e mulheres conformados com este mundo (Rm 12, 2); é preciso ir além e não tomar a forma dada por uma vida paganizada. Antes devemos, convertendo-nos para o Senhor, deixar renovar a nossa mente. Essa é a única maneira de discernir a vontade de Deus. Todo aquele que assume a Fé em Jesus, deve assumi-la incondicionalmente “Aquele que vive E crê em mim jamais morrerá” (Jo 11, 26) Se somos cristãos, devemos seguir o exemplo de Jesus. "Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou." (1Jo 2, 6) Não podemos apresentar um Jesus deformado, quando não aceitamos a renovação da nossa vida. Lembre-se sempre: O ouvido mais próximo de suas palavras, não é o do irmão, é o seu!!! . “Meu justo viverá pela fé, mas se voltar atrás não contará com a minha estima” (Hb 10, 38). Não podemos criar um novo catecismo, viver e pregar o nosso próprio Evangelho, anunciar um Cristo light. A oração deve orientar a nossa vida e devemos aproveitar dos nossos momentos de intimidade com Deus para pedir as diretrizes que nos vão conduzir. Quem reza e não ouve a Deus é como um cego diante de um imenso horizonte, só faz idéia por aquilo que lhe dizem e não pelo que de fato experimentou.

Assim, a Ética Cristã não exclui a razão, mas aplica-se à obediência a Cristo. Na sua essência é normativa, enquanto a Ética secular é descritiva. A Ética Cristã é também ensino, mandamento, diretriz, enquanto os costumes são variáveis e flexíveis. Os Dez Mandamentos constituem o primeiro tratado de ética dado pelo Senhor com o propósito de regular o comportamento humano no cumprimento dos seus deveres para com Deus, para com o próximo e para consigo próprio. A Ética Cristã é normativa porque se baseia em normas estabelecidas pelo Criador.

Há costumes dos povos que se desatualizam: as modas passam, e até outros aspectos que caem em desuso devido à sua pouca expressividade. Porém, as nossas reações, a maneira de proceder, o comportamento, a apresentação e muitos outros valores próprios de quem vai viver com Jesus por toda a Eternidade, não devem passar de moda. Os cristãos ficam abismados e indignados ao ver que essa sociedade de padrões morais supostamente flexíveis, a qual se recusa a aceitar parâmetros de certo e errado, tende a condenar veementemente os cristãos que desafiam as suas idéias. “O Deus de vocês só sabe condenar”, anunciou-me uma amiga minha – sem perceber ou talvez sem se importar com o aspecto de que ela mesma estava julgando o nosso amado Deus.

 Um cristão deverá ser diferente dos não-cristãos?? Sim. Refiro-me a ser diferente para melhor. Não a chamar a atenção imediata por vestir algo muito antigo ou extravagante, mas pela sua postura. O cristão deverá deixar uma boa impressão, o bom cheiro de Cristo, como a Bíblia refere. Não basta ser cristão; é preciso parecer também que o é. Não é suficiente ter uma boa moral; é necessário não deixar dúvidas a esse respeito. Como deverá ser a atitude de um católico face à guerra? E quanto à responsabilidade social? E o sexo? A Homossexualidade? Como deverá ser visto o controle de natalidade? Qual a posição de um cristão quanto à eutanásia, suicídio, pena capital e aborto? Ecologicamente como estamos? Como procedemos? Atendemos às normas sociais e às condutas bíblicas? E os reais valores? 

Pela ginástica do raciocínio comum hoje, os escritores dizem que não podemos mais retomar aqueles valores ingênuos, pois os problemas da sociedade atual são por demais complexos e esmagadores. E quais são esses problemas? Gravidez na adolescência, disparada do número de divórcios, doenças sexualmente transmissíveis, pais ausentes, famílias criadas só pelo pai ou só pela mãe, vulgarização e exploração do sexo na mídia, conflitos raciais, violência nos meios de comunicação, violência das gangues, crianças que matam sem remorso... A lista assustadora parece não ter fim. Isso deixa os cristãos decepcionados e desconcertados, pois são exatamente os problemas que poderiam ser resolvidos – ou pelo menos atenuados – por meio do comprometimento com a moral bíblica. São problemas que se exacerbaram justamente quando a sociedade abandonou os valores cristãos. A coincidência é grande demais para não ser levada em consideração.

Para compreender o fervor moral dos cristãos, os não cristãos precisam entender que a nossa moral começa não por uma lista de mandamentos, mas pelo relacionamento com Deus. Em conseqüência de ter fé em Cristo e de conhecê-lo, é claro que tentamos segui-lo em nossos atos. As suas leis ajudam a segui-lo com maior fidelidade e de maneira mais inteligente. Elas dão uma referência objetiva quando somos assaltados por dúvidas ou desviados pelos desejos. Como nem sempre queremos obedecer a Deus, as suas leis morais evitam que vivamos segundo os caprichos dos sentimentos.

Em todos esses estágios da sociedade, há pessoa cuja religião é sincera e viva e cuja moral não é apenas uma máscara, mas procede do coração. Um ensinamento vital tanto da fé judaica quanto da religião cristã é que Deus conserva um “remanescente” de fiéis, testemunhando a sua santidade e a sua misericórdia. A partir do testemunho e das orações desse remanescente, pela misericórdia de Deus, vem novamente a renovação espiritual. As pessoas se voltam para Deus. A conduta delas muda, pois são transformadas no íntimo pelo Espírito Santo. A moral é incorporada, e a sociedade se renova porque as pessoas se renovam. Esse é o “reavivamento” que os cristãos esperam e pedem em oração – primeiro espiritual, depois inevitavelmente moral. Não podemos brincar se ser Igreja!

Fontes diversas
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